19 de nov de 2013

Preconceito: a reação contra aquilo que parece ameaçar.



Dia 20 de novembro é o Dia da Consciência Negra, e isto me levou a refletir sobre o preconceito, sob o ponto de vista da Astrologia Arquetípica.



Não especificamente sobre o preconceito contra a negritude, que, sabemos, tem razões históricas que são principalmente de ordem econômica, mas sobre a genérica característica humana preconceituosa, seja com maior civilidade ou relativa polidez, seja com barbárie e até mesmo morte causada.


Para além dos usuais preconceitos de raça, gênero e classe, falo do afastamento do diferente, por repulsão daquilo que de alguma forma parece ou é distinto.


São muito profundas na espécie humana as raízes da reação preconceituosa, indo muito além de desinformação, razão por que o tema deve ser objeto de constante atenção se queremos que o passar do tempo atenue no coletivo esta possibilidade, inclusive com contenção daqueles que a reforçam ou a incentivam.


O psiquismo humano tem dinâmicas internas atávicas que alertam o indivíduo para o que é diferente dele e, por isto, pode ameaçá-lo; isto detona duas possíveis reações, sendo uma a de fuga, para manter distância do que é diferente, e a outra, de ataque, para destruição do que é diferente.


Na pessoa não dominada por pulsões inconscientes extremamente intensas em relação a este tipo de ocorrência, o confronto com o diferente pode ser vencido pela aprendizagem no convívio – e aqui estamos falando da utilidade da informação, da educação e da reflexão construtiva sobre a riqueza do potencial existente na diferença.


Até aqui podemos estar falando de posturas mais conservadoras, reativas à mudança, como em geral se associa a dinâmicas de Saturno, enquanto Planeta, e a Touro e Câncer, enquanto Signos.


Mas podemos falar também de dinâmicas de caráter arquetípico mais profundo, visceral mesmo, e, portanto, num nível pré-conceitual: trata-se, aqui, de Plutão, especialmente se aspectado mais desafiadoramente por conjunções, quadraturas e oposições com Sol e ou Lua.

Nestes casos, o preconceito é veemente, não sendo vencível por argumentação racional: o olho brilha, o tom de voz sobe, a respiração ofega e a pressão vascular se eleva, indicando que a atitude preconceituosa brota do medo, e não de uma convicção no terreno do pensamento.


Admitimos tratar-se de medo ao adotar a expressão: (qualquercoisa) fóbico.


Pior, quando há Marte envolvido neste Aspecto plutônico: em nome da defesa contra aquilo que ameaça por ser diferente, a atitude não raras vezes é de pura (e descontrolada) agressão, talvez até assassina. Com Plutão, é certo haver ódio.


Portanto, atenção, quem deseja ver as ocorrências de preconceito se reduzirem: não dá para relaxar! A qualquer momento este lado obscuro do ser humano pode vir à tona e tomar conta da cena.


Até se mascarado por elaboradas teorias que tentam justificar a discriminação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Translate