25 de nov de 2013

Astrologia: hobby ou profissão?



A profissão de Astrólogo integra o Catálogo de Profissões do Ministério do Trabalho há anos e atualmente tramita no Congresso Federal o projeto de lei PL 6748/02, para regulamentar a profissão.

Mais do que regulamentação, porém, a Astrologia requer modificações na forma de expressão de seus conceitos. Caso contrário, mesmo regulamentada continuará sujeita a descrença ou até escárnio, por simples desinformação.

Dou um exemplo: em 2009, conhecida astróloga foi mencionada em importante revista semanal explicando que as instituições estavam em xeque porque “o planeta Urano quer a renovação, enquanto Saturno quer manter o status quo”.


Obviamente um planeta não “quer”, seja lá o que for.


Alguém diria: ora, é linguagem simbólica! Mas o receptor da informação não tem como acessar por si só o que está por detrás do simbólico e, assim, enriquecer a compreensão. Este papel de esclarecimento é dos teóricos e profissionais, tanto quando atuam em meios de comunicação, como quando atuam no atendimento de consulentes.


Neste ano de 2013 fiz apelo a profissionais e estudiosos do tema, em um evento da categoria, no sentido de que somássemos esforços para desenvolver uma Filosofia da Astrologia, no âmbito das teorias do conhecimento (Epistemologia).


Pois creio que, na fase humana que atravessamos, na qual tantos importantes paradigmas têm sido alterados por ampliação ou ressignificação de conceitos, aproxima-se o momento em que as bases da Astrologia, e dentro dela, as da Astrologia Arquetípica, serão mais bem reconhecidas.


Tomo como exemplo uma das áreas de conhecimento mais publicamente afins à Astrologia: a despeito de já em 1934, ano de criação da USP, a Psicologia ter sido declarada “disciplina obrigatória de ensino superior” nos cursos de Filosofia, Ciências Sociais e Pedagogia, apenas em 1958 ocorreu o primeiro curso independente de Psicologia na Universidade e só em 1970 foi criado o Instituto de Psicologia, para graduar profissionais que passaram a ser reconhecidos por Lei a partir de 1962.


Obviamente isto exigirá de seus praticantes, por hobby ou profissão, maior precisão conceitual na compreensão e expressão do que informam e de como chegaram ao que dizem. O que requer estudar e, mais do que isso, compreender.


E este é outro bastião de resistência à formalização, já não bastasse o dos céticos, pois cada vez caberá menos a indefinição e vagueza que ainda domina muitas das produções astrológicas mais usuais, notadamente na indústria do entretenimento.


Lá na frente, assim como se passou com outras profissões, não caberá mais tantas expressões generalistas, que mais do que capacidade poética exposta, muitas vezes esconde o despreparo intelectual de quem se inclina a trabalhar com áreas tão sofisticadas de conhecimento.


Não que lhes falte inteligência; provavelmente, tem lhes faltado boa informação.

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