15 de out de 2013

Revolução e revelação: Urano e Plutão em Quadratura



Como o mundo que conhecemos é todo ele um imenso sistema, muitos dos princípios simbólicos que vigoram na Astrologia Arquetípica para auxiliar a diagnosticar a realidade inconsciente humana e, por decorrência, sua existência manifesta, auxiliam a entender melhor as dinâmicas do coletivo e das multidões.


Esta é a base da chamada Astrologia Mundial, uma especialidade da Astrologia que se debruça sobre os acontecimentos que impactam cidades, países ou mesmo o planeta inteiro. Veja o caso das manifestações populares que marcaram o Brasil no mês de junho de 2013.

Antes de um movimento nacional isolado, foram a manifestação aqui localizada de dinâmicas coletivas de contestação que, todas se revestindo de características semelhantes, abalaram os Estados Unidos (“Occupy Wall Street”), a Espanha (“Los Indignados”), os países árabes (“Primavera árabe”) e mesmo a Inglaterra, povos e países com dinâmicas sociais, perfis culturais e situações econômicas muito distintas entre si.

O que se verificou no conjunto de símbolos astrológicos vigentes “no céu” no início da segunda década do Século XXI (2012-2015)? Uma quadratura (90º) entre Urano e Plutão, planetas associáveis ao coletivo porque simbolizando o transpessoal, indicando tensa (quadratura) e imprevista ruptura (Urano) da ordem estabelecida (Plutão em Capricórnio), em direção a profundíssimas modificações e renovação (Plutão).

Ou seja: embora tenham sido específicas de realidades com conformação própria, o que nunca se pode deixar de considerar para um melhor entendimento, foram expressões de poderosas dinâmicas do psiquismo coletivo, naquilo que já se chamou de zeitgeist, ou “espírito do tempo”, que artistas captam como ninguém (por sua inconsciente sensibilidade transpessoal) e expressam em sua obra.

Não casualmente, Urano é um dos símbolos astrológicos mais diretamente associáveis a eletroeletrônica e computação (assim como Plutão, neste segundo caso). E em praticamente todos os lugares as manifestações só foram possíveis graças ao uso intensivo das tecnologias de informação das redes sociais.

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