14 de out de 2013

O astrólogo arquetípico não é um mago.


Com facilidade uma pessoa projeta na pessoa do astrólogo o papel de “adivinho” ou “mago”, atribuindo-lhe capacidades de conhecimento que certamente ele não tem: “ele sabe tudo!”, é o que exclamam.


Para o astrólogo, por sua vez, é preciso muita atenção para que núcleos internos sedentos de admiração vaidosa não o levem a se revestir deste papel.

A vida também é feita de fatos sobre os quais não há explicação, e isto deve ser sempre claro para todos nós, sejamos astrólogos arquetípicos ou consulentes usuários dos serviços da 
Astrologia, para que uma postura de franca humildade possa se desenvolver com maior sensatez e tranquilidade.

“Isto, não sei informar...”, deve ser afirmação mais usual na voz de astrólogos e astrólogas, e entendida como expressão do limite humano e, nem por isto, depreciativa.

A adoção desta postura realista, se verdadeira, fortalece e enriquece o trabalho conjunto de astrólogo e consulente, assim como o de paciente e terapeuta.

Astrólogo ou terapeuta, o profissional e seus recursos instrumentais específicos estão ali para trabalhar, com o consulente, sobre o que há de mais delicado na vida humana: as questões da alma e da mente, de que todo o demais decorre.

Então, o profissional, seja astrólogo, seja terapeuta, pode descer do pedestal em que tenha sido (ou se) colocado, e o consulente ou paciente podem subir da vala comum na qual pensam (ou se os acusa de) viverem, para poderem se encontrar no plano do encontro pessoal mais fecundo.

Um encontro de solidariedade, sempre focado no consulente e suas necessidades ou desafios de crescimento pessoal mais harmonioso.

Isto reduz resistências, atenua instantes de dissimulação por dúvida, enriquece o panorama que o astrólogo arquetípico pode construir com base no que interpreta a partir da Carta natal astrológica, e revigora o consulente no enfrentamento de suas tarefas e desafios de crescimento.

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