21 de out de 2013

Firmar-se na vida requer intensa manifestação de si



Marte, para os romanos, ou Ares, para os gregos, era filho de Zeus (Júpiter). Mais do que apenas o deus da guerra, era o deus da guerra selvagem, sem peia ou limites, em matança indiscriminada.

Sua meio-irmã Palas Atena, esta, sim, era a deusa da guerra estratégica.

O “drive” que Marte simboliza na mente inconsciente humana, que é o ímpeto de afirmar-se ou conquistar o que se deseja, se não for contido ou ordenado em sua manifestação viola qualquer limite na imposição de vontade.


Este impulso é tão poderoso na mente humana, por ser vital à possibilidade de auto-expressão, que pessoas com Marte em Áries (ou, de embora bem menos, Áries ou Marte sobressaltados em sua Carta natal) têm enorme dificuldade em “parar de brigar”, mesmo quando já conquistaram o que queriam.

Este “drive” é essencial na conquista de espaço vital de manifestação de si, razão pela qual se na Carta natal astrológica estiver simbolizado algum nível excessivo de comprometimento da assertividade no decorrer da infância, isto aponta para o cenário adulto em que a expressão de vontade oscila entre a excessiva hesitação e, compensatoriamente, a demasiada imposição.

Marte simboliza o que a Psicologia denomina “pulsão sexo-agressiva”, que numa primeira forma de manifestação surge na criança nova como expressão de vontade (“eu quero”/“eu não quero”) e numa manifestação posterior se evidencia como impulso libidinal, prenunciando a sexualidade ativa, que age para ter o que deseja.

“Bloqueios” de Marte, em Carta natal masculina, costuma apontar a ocorrência (constante ou episódica) de perda de potência erétil.

Tal “drive” está presente no psiquismo de homens e mulheres, mas em uma cultura sexista manifesta-se com mais evidência na mente do gênero masculino, por condicionamento cultural.

Narra a Mitologia que Marte foi amante de Vênus (que era casada com outro deus) e, segundo alguns, da união nasceu Eros (Cupido para os gregos). Dá-se igual no encontro das Cartas natais de um homem e uma mulher: não havendo correlação geométrica entre o Marte e a Vênus de ambos (a Vênus dele com o Marte dela ou o Marte dele com a Vênus dela), não rola “química”, pois algo em um falta ao outro, e vice-versa, neste particular aspecto da existência.

Pode haver todo o mais (alegria no convívio, compatibilidade intelectual, afeto, admiração, etc), mas a verdadeira chama erótica não brilha.

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