26 de out de 2013

Casas astrológicas, campos de experiência vital



Há tipos de experiência vital que são comuns a todas as pessoas, homens e mulheres, e o foram desde o começo dos tempos, independente de local, cultura ou época: afirmação de si, manejar valores materiais para a sobrevivência, lidar com emoções, gerar filhos e criar, trabalhar no dia-a-dia, estabelecer parceria (para casamento ou sociedade em negócios), e assim por diante.

A estas classes de experiência vital se referem as Casas astrológicas.


Como a pessoa nasce em enorme medida determinada (seja por vidas passadas, seja por herança genética psicoafetiva), os símbolos da Carta natal astrológica informarão quais destas classes de experiência vital serão intensamente vividas de forma mais desafiadora ou de forma mais tranquila, isto é, em quais áreas de experiência vital a pessoa será mais intensamente chamada a se desempenhar, no transcorrer de sua vida.

É muito importante entender que, se falo em “determinação”, não é que a pessoa nasça com cada evento milimetricamente preestabelecido. Neste caso, ela seria apenas ventríloquo do que estivesse determinado. O que a Carta natal informa é a qualidade geral das experiências vividas em cada área da vida, no correr das tarefas de amadurecimento.

A qualidade da experiência, em cada área vital (Casa astrológica) será indicada pelos planetas ali existentes, bem como pelos aspectos e outros símbolos arquetípicos astrológicos associáveis aos planetas analisados.

O que a pessoa faz com os eventos vividos, ou como responde a cada um deles, está na esfera de seu livre-arbítrio.

Dando um exemplo banal, para ilustrar bem o que eu digo, astrólogos iniciantes cometem o erro de supor que toda pessoa com Saturno em Casa II viverá severas privações financeiras em sua vida, já que Casa II se associa também a recursos financeiros e Saturno costuma indicar restrição.

É verdade que muitas vezes é isto o que ocorre, mas o que verdadeiramente esta colocação simbólica informa é o sentimento íntimo e profundo de não ser capaz de prover a própria vida com os recursos necessários.

Então, há muitos e muitos casos em que a pessoa, acicatada por tais sentimentos, se transforma em “máquina de fazer dinheiro”, chegando a enriquecer de modo importante.

Talvez nunca se livre de tais sentimentos, por mais recursos que amealhe, mas na prática ela não viveu pobre.

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