23 de out de 2013

Astrologia Arquetípica, um campo de conhecimento científico



Nunca esquecerei quando, frente ao papa Francisco, bem ao final da Jornada Mundial da Juventude houve uma noite em que vários jovens deram depoimentos pessoais. Em certo momento, no imenso palco na praia de Copacabana, uma jovem recordou que “estava perdida no meio das drogas e só lia revistinhas de horóscopo”.


Pronto! A imagem pública que ali se construía, em rede nacional e com marcante emocionalidade, era a de que a Astrologia era pura bobagem, perniciosa até.

Há pouco tempo, em conversa amiga entre especialistas, ouvi de uma astróloga experiente: “ah, mas nem a Psicologia é propriamente uma ciência”.

Um desafio contemporâneo: estabelecer com clareza “o que é Ciência”, em um mundo no qual noções absolutas vão ficando relativas, como ocorre com a Física atual, que nos indica que em certo nível da existência algo pode ser isto ou aquilo, conforme se o observa.

Não é à toa que pensadores do calibre de Edgar Morin afirmam que “a verdade da ciência não está unicamente na capitalização das verdades adquiridas, na verificação das teorias conhecidas, mas no caráter aberto de aventura que permite, melhor dizendo, que hoje exige a contestação das suas próprias estruturas de pensamento (...) Talvez estejamos num momento crítico em que o próprio conceito de ciência se esteja modificando”.

Distantes quase 90 anos de 1927, quando Heisenberg formulou o seu “Princípio da Incerteza”, que passou a reger as observações da Física contemporânea, ainda há quem não perceba que Ciência não é só o que se convencionou chamar de “exato” e que as ciências (erroneamente) intituladas “humanas” (qual não é?), entre as quais a Psicologia, podem ser tão científicas quanto todas as que pesquisem um certo campo da realidade, formulem hipóteses, submetam-nas à verificação e capacitem alguém a chegar a resultados análogos com o uso do mesmo método.

Exatamente o que faz da Astrologia Arquetípica um campo de conhecimento científico: ela possui um corpo teórico, dentro do qual estuda as ocorrências da psique humana e sobre elas formula hipóteses, detém um método de submissão das hipóteses à verificação (quando do ato de interpretação da Carta natal) e é capaz de transmitir a outrem, em quaisquer idiomas, o conjunto de informações e métodos que permitam analisar a realidade mental humana (em abrangência planetária) e chegar a resultados análogos, os quais podem ser, uma vez mais, verificados.

Isto é ou não é Ciência? Claro que sim!

Falta-nos apenas disseminar mais amplamente novos paradigmas, que permitam aceitar com mais tranquilidade a emergência de conceitos científicos inovadores, com o recobro de velhos conhecimentos, agora com nova roupagem e menos preconceito.

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