25 de out de 2013

A violência contra as mulheres tem facetas diferentes

A ONU acaba de lançar uma nova campanha mundial pelo término da violência contra as mulheres.
O foco é muito amplo e vai além da violência física, como é necessário.



A campanha aborda múltiplas formas de agressão, como a negação de direitos humanos, da liberdade de ter uma profissão e até de ser tratada como igual nas igrejas. Pois agredir fisicamente é somente a forma mais rude e tosca, embora não a menos prejudicial, de violência.

A propensão à violência contra as mulheres costumeiramente radica em causas profundas dentro do psiquismo do homem que as agride (física ou moralmente), razão pela qual não se trata apenas de educação ou melhor socialização: trata-se da necessidade imperiosa de alterar dinâmicas inconscientes que os dominam.

Se não forem alteradas estas dinâmicas, “inesperadamente” a violência irrompe – “ele era tão educado e respeitoso comigo até agora, não sei bem o que houve...” – ou “vaza” no dia-a-dia por meio de continuadas avaliações preconceituosas e ou atitudes de claro desrespeito humano.

A interpretação de uma Carta natal astrológica com a metodologia da Astrologia Arquetípica oferece valiosas pistas para este trabalho tão necessário, pois não poucas vezes se identifica, em homens propensos à violência contra as mulheres, um quadro inconsciente coalhado de ressentimentos, raiva e medo, de origem arquetípica e reforçados em torno da figura materna, no decorrer da primeira infância.

Conforme o quadro verificado, pode-se recompor, para um trabalho terapêutico, qual conjuntura atravessada em primeira infância, em geral reforçada pela atitude paterna em relação à própria mulher, estabeleceu a propensão futura à violência. Torno a dizer, física ou moral.

É preciso um cuidado adicional: a inclinação de muitas mulheres em atraírem para convívio, ou se deixarem atrair por, homens com esta triste propensão: sua expectativa inconsciente é de que isto de qualquer forma ocorrerá, por mais que se afirmem indignadas ou entristecidas ao ocorrer, razão pela qual realizam a profecia inconscientemente estabelecida.

Por isso se submetem, seja à agressão física ou moral, mesmo podendo objetivamente não fazê-lo desde a primeira vez.

Neste sentido, não é apenas argumento machista a afirmação de haver mulheres que “gostam” de apanhar. Não que “gostem”, no sentido de preferência consciente, mas é que terminam atuando de modo cúmplice da violência do companheiro: são violentadas e aceitam, tornam a ser violentadas e uma vez mais aceitam...

Ambos, o homem que agrida e a mulher que aceite, são frutos de igual dinâmica.

Quanto aos símbolos, Marte, Saturno, Sol e Lua por costume estão envolvidos por quadraturas ou oposições, bem como muitas vezes Saturno em Casa X indica profundo ressentimento contra o feminino, cheio de medo e raiva.

Se Urano ou Netuno estiverem também presentes nestes conjuntos simbólicos, traços sádicos (e, em decorrência, masoquistas, no gênero oposto) em geral se manifestam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Translate