17 de out de 2013

A capacidade de atração que a beleza tem



Vênus, para os romanos, ou Afrodite, para os gregos, no alfabeto da Astrologia Arquetípica simboliza “o desejo de ser desejada”. Nascida da espuma do mar, donde a possível apenas superficialidade (a beleza atrai, mas é a verdade o que aprisiona), tinha os olhos “vagos”, lembrando o que Machado de Assis atribuiu a Capitu: “olhos de ressaca”.


Simboliza também o “instinto do belo”, a busca de harmonia entre diferentes, a habilidade de cortesia/cortesã. Relaciona-se com o Signo de Touro, no aspecto mais sensual da beleza, e com o Signo de Libra, no aspecto mais etéreo do belo.

Em uma Carta natal astrológica, é símbolo fundamental para informar um dos aspectos do “feminino” que se construiu na mente inconsciente da criança, num quadro que se complementa com as informações oferecidas pela interpretação do complexo lunar (localização da Lua por Signo, Casa astrológica e os aspectos, ou ângulos geométricos, que faz com outros planetas).

Este “drive” atua tanto em mulheres quanto em homens, embora os aspectos mais propriamente “venusianos” costumem ganhar proeminência da mente de uma mulher, em comparação à de um homem, por elementos culturais reforçadores.

Após a puberdade, na elaboração de afetos e na vivência dos aspectos receptivos de sensualidade e ou sexualidade, o quadro geral indicado por Vênus apontará as características,  potencialidades e principais desafios da pessoa nestes aspectos da existência.

“Bloqueios” de Vênus em Carta natal feminina quase certamente indicam anorgasmia e frigidez na mulher.

Conta a lenda que Helena, mulher dourada roubada por Páris num gesto de amor extremado e causa da Guerra de Tróia, tinha por principal diversão andar pelas muralhas, exibindo-se aos homens da cidade – embora para ela fosse evidente que seu amor por Páris nunca a deixaria partilhar-se com outros: queria apenas ser admirada e desejada.

Mas Vênus surgiu do mesmo evento mitológico que deu origem às Erínias (Tisífone, “castigo”; Megaira, “rancor”; e Alecto, “cólera”); assim, as três brotam forte na mulher que se percebe não desejada por aquele para quem se oferece!

Quanto ensinamento reside em um mito grego como este, não?

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