25 de set de 2013

Dissolvendo a “persona” para ter maior espontaneidade


Quem conhece um pouco que seja da teoria junguiana já ouviu falar de “persona”. E habituou-se a supor tratar-se de um tipo de máscara que a pessoa utiliza para esconder ou disfarças traços seus.
Todavia, o conceito é muito mais amplo, pois não se trata de uma “máscara” como as muitas que utilizamos no dia-a-dia, conforme a situação ou a conveniência, podendo deixar de usá-la sempre que desejado.


Dentre todas as características pessoais, a mente seleciona muito cedo certos traços específicos de si mesma e com eles compõe a “persona”, que passa a ser a interface entre a pessoa e o mundo. As outras pessoas, no convívio, reforçam-na, ao aprovar ou desaprovar o que percebem, e com isto a pessoa se habitua a acreditar ser exatamente ou principalmente aquilo que a sua “persona” expõe, o que reduz sua variedade de expressão no mundo.
A “persona” de alguém é, em grande parte, arquetipicamente identificável na Carta natal astrológica pelo conjunto de símbolos direta ou indiretamente associados ao Ascendente (Casa I) e ao Meio do Céu (Casa X).
À medida que a pessoa, por seu amadurecimento, aprenda a desidentificar-se da “persona”, por ser sempre mais do que ela expõe de si ao mundo, com isso amplia sua possibilidade de ação e enriquece o seu repertório de formas de comportamento, tornando-se alguém mais enriquecido e interessante.

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