30 de set de 2013

Artesanato: arte ou artifício?

Muita gente gasta tempo discutindo se certa forma de arte é “arte maior” ou “arte menor”, num tipo de discussão já em desuso pelos verdadeiros especialistas em arte em todo o mundo.


Óbvio que, para a opinião publicada pela mídia, “arte maior” é aquela a cargo de celebridades: pintores, escultores, fotógrafos, bailarinos, musicistas, etc.
Com isso, perde-se de vista que a capacidade artística criativa humana é muito mais rica e vasta do que certas específicas modalidades de manifestação e, por isso, deve haver sempre espaço valorizado para sua manifestação.
Quando uma Carta natal apresenta aspectos dominantes e harmoniosos de Vênus e Netuno, não há dúvida possível sobre a qualidade de criatividade artística desta pessoa, a qual (se não for bloqueada, pois a Carta pode indicar isto também), “sairá” de qualquer jeito, com os recursos de que disponha.
Entre eles, os do artesanato.
Não é preciso dominar técnicas de “cera perdida”, na escultura, ou saber preparar telas com alvaiade, na pintura, menos ainda saber ler pentagramas, em música: uma tabuinha, uns potes de tinta, alguns pincéis e, pronto!, eis uma peça artística que sensibiliza a quem vê, uma das principais características da arte.
Muitas vezes não é valorizada, porém, por tratar-se de artesanato, que nem é tido como “arte menor”.
Interpretei dezenas de Cartas, cujo/a portador/a criava em bolos de confeitaria caseira, cortinados, tapetes, arranjos florais na varanda e até móveis mínimos com justaposição de caquinhos de madeira. Quanta criatividade artística! Quanta beleza! Ali, ao alcance...

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